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A propósito do Natal

Refletindo sobre as complicações em que se emaranhou o evolucionismo ao pretender criar uma resposta alternativa a uma desnecessária questão metafisica relativa à origem da vida (tal resposta não é da ordem das ciências práticas), recorrendo para isso a uma “personificação” da natureza que dessa forma apenas toma o papel de Deus – o Deus da teologia e da metafísica – cheguei à hipótese de que o “problema” não é resultado de um anticlericalismo histórico – compreensível e datado – mas de algo mais profundo: a rejeição à possibilidade de um Deus encarnado, que santifica a matéria, iguala e irmana os homens, e estabelece com cada ser uma relação pessoal.

Seria, para usar apenas o ponto de partida de Voegelin, a reação do velho gnosticismo à novidade radical do Cristianismo.

Por acaso, ainda deparei-me com a divulgação de um livro sobre Espinoza que estabelece paralelos entre a ética espinozista e as teologias orientais, especialmente o Taoismo – teologias (religiões ou filosofias, como queiram) que são essencialmente gnósticas.


Para recuperar o fio da meada, leia ou releia, sobre Espinoza, A Vida como ela é. Sobre o evolucionismo, As inconsistẽncias do evolucionismo .

Há também uma série que começa com Groucho Marx e o kantismo na ciência e segue por uma sequencia de artigos numerados todos sob o mesmo título: O Ser se diz de muitos modos, que é uma célebre expressão aristotélica, definidora da filosofia do Ocidente.


O título do post seria O Gnosticismo e a rejeição de um Deus pessoa, mas tenho evitado títulos longos que acabam por se dividir em duas linhas. Foi quando me ocorreu que o tema é muito próprio a estes tempos de Advento.

Voltarei portanto a ele.

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