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As inconsistências do evolucionismo

Este artigo de publicado na Quanta Magazine é um resumo das razões da minha implicância com o evolucionismo – ao menos da forma como é exposto e aparentemente fundamentado por seus divulgadores.

O trecho a seguir é exemplar:

“This is different from natural selection, the force that drives adaptive evolution on Earth, where there is no intentional actor doing the selecting. The selecting actor is not a human breeder, but nature itself, which selects the variants with the highest “fitness” — those with the greatest likelihood of surviving and producing healthy offspring. And when nature does the selecting, the outcomes can be difficult to predict.”

“… where there is no intentional actor doing the selecting”: como é possível um escolha ser um ato não-intencional? Obviamente não é possível. Tanto é assim que o autor é obrigado a admitir que “the selecting actor is not a human breeder, but nature itself”. Ou seja há uma um ator, um agente, um self que escolhe: a Natureza.

Mas isso, ao contrário de resolver o problema, o torna mais complicado: a Natureza é então um ente; um ente aparentemente criador – mas, ao mesmo tempo, destituído de intencionalidade, de razão vale dizer. Pois o autor parece admitir paradoxalmente um critério para essas “escolhas não-intencionais”: “(a natureza) selects the variants with the highest fitness”.

Outro problema, ainda mais grave: o critério da adequação (fitness) é circular, uma petição de princípio como se costuma dizer: “Quem sobrevive? O mais apto. E quem é o mais apto? Aquele que sobrevive.”

A ideia, sabemos, é produzir uma explicação não-teológica para a emergência da Vida. O objetivo é legítimo e mesmo necessário. Mas a pretensão de se alcançar a causa primeira é tarefa da metafísica e não da ciência – como se pode ver pelos resultados.

É tolice opor evolucionistas e criacionistas. Primeiro pelo motivo óbvio que o criacionismo não é sequer uma teoria cientifica e ficaria melhor se confinado à teologia. Do outro lado, o recurso ao Acaso é uma fraqueza monumental, invalidadora até, de uma certa abordagem evolucionista.

No entanto, a relação plástica entre as espécies e o meio ambiente, que é o conceito fundamental da ideia de Evolução, é evidentíssima – e pode prescindir do acaso e dos longos períodos de tempo para se impor. Ao contrário, essa resposta aos desafios do meio tem de ser rápida e eficiente sob pena de extinção. Acomodar essa óbvia exigência mantendo a submissão aos preconceitos dos séculos 19 e 20 é um preço que não precisamos pagar.

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