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Saga cosmogônica

… e Sofia gerou Maya.

Bem poderia ser a primeira frase de uma cosmogonia meio grega, meio indiana, escrita nesse tom hebraico – e já começando assim, com reticências.
E quem sabe não é?

A verdade é que Maya nasceu depois de uma expectativa de semanas, enorme e forte como convém a protagonista de uma saga de amplitude cósmica.

Seus pais, Matt e Sofia, estão felicíssimos com esse mistério que é gerar um mundo que aconchegamos em nossas mãos. Daisy, a avó senhorial e olímpica, toma posse da serena gravidade que o momento lhe exige. E eu aqui, do alto da minha torre, à dez mil quilômetros de distância e desde sempre perto em corpo ou em espirito, escrevo esta cosmogonia íntima, que começa lá atrás, na noite em que meus olhos intensamente verdes cruzaram com os teus olhos intensamente verdes…

Sinto-me gratificado. Nesta saga sou um misto de Homero, Merlin e São José e é com o coração, que sou eu todo, em festa que recebo o título honorífico de Vovô. De hoje em diante, Maya, tudo que escrever será dedicado a você. Espero estar a altura dessa última missão.

Toda cosmogonia é também uma saga, suponho…

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