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Jazz, Amém

… e não haverá um só banqueiro no céu.

Mas haverá uma multidão de músicos de jazz

– mesmo aqueles que se pensavam ateus ou budistas ou sei-lá-o-quê ou sequer pensavam nisso, imersos em suas viagens – de ácido, de heróina, de maconha, de álcool, muito álcool –

todos serão salvos,

porque tocar é já de algum modo desejar a Deus,

e a misericórdia de Deus é imensa – e será imensa para todos os que O desejaram – e só não poupará aqueles que só quiseram dinheiro e poder, e sempre mais e mais…

Não haverá um só banqueiro,

mas o céu estará repleto de anjos pretos reluzindo a luz dourada de seus metais ou o verniz de seus pianos ao lado dos querubins e serafins, numa jam session sem fim como nunca se ouvira antes em toda a eternidade

– e tudo isso de graça, por pura graça, para horror dos banqueiros ardendo de raiva, lá embaixo…

(porque deste mundo nada se leva a não ser a música que se faz com instrumentos, palavras, braços & pernas, sorrisos e tudo mais que rime ou reluza e faça vibrar o ar e suba, suba, suba, se infiltrando por outras esferas, não exatamente visíveis, mas sensíveis aos que têm olhos para crer e coração para amar toda criatura ao alcance de um abraço…)

5 comentários

  1. rose marinho prado

    Concordo com a tese do texto.

  2. rose marinho prado

    Texto maravilhoso.

  3. O texto é lindo.
    Este novo site também é bacana.

    Espero que esteja bem.

    Saudações de São Paulo

    Fiz 70 anos. Quantos mais? Não sei.

  4. Antonio, desculpe por aparecerem quatro comentários. É que eu escrevia e não aparecia. Perceba que começo falando o mínimo. Depois, descobri que só pode comentar quem tem um link de blog. Coloquei um blog antigo e aí apareceram todas as minhas manifestações. Eu não teria escrito tantas vezes. Mas saiba que, no blog no comments.

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