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Onde não vive o adeus

Não é apenas um vago, modulado sentimento
O que me faz cantar enormemente
A memória de nós. É mais. É como um sopro
De fogo, é fraterno e leal, é ardoroso
É como se a despedida se fizesse o gozo
De saber
Que há no teu todo e no meu, um espaço
doloroso, onde não vive o adeus.

Hilda Hilst, Dez Chamamentos ao Amor

Para ler o poema inteiro clique aqui.


Às vezes a impressão que eu tenho é que as palavras dançam aflitas pelas páginas e páginas para que do nada de repente brote algo como isso, trecho-síntese que vale um livro inteiro ou uma vida, flor colhida no secreto da noite fria, “rosa azul que só teus olhos vêem”.

Hilda em sua chácara, 1990.  Foto de Elena Vetorazzo
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