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A morte das musas

Primeiro nos morrem a avó, a mãe, as tias. Então de repente começam a ir embora também as musas. Elas, que eram como deusas esquecidas no castelo da memória, as descubro mortais – e do pior modo: quando morrem.

Estou perdendo as referências e não encontro novas; que existam, não duvido, mas não as vejo. Quando morre Danuza, Rita, morre um modo de ser mulher que me é muito caro.

Temo que se perca o molde, a forma, a graça. Rezo para que não.

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