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Pentecostes

Gian Lorenzo Bernini, Basílica de São Pedro, Vaticano

“Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será recriado.
E renovareis a face da Terra.”


Não é preciso ser cristão para reconhecer que desde o Avento do Cristianismo, a Terra passou por uma renovação (ou recriação!) que, para uns, está ainda longe de se completar ou, para outros, talvez nunca se complete.

Se para o bem ou para o mal, se para melhor ou para pior, é uma questão em aberto. Ou melhor: é A Questão em aberto.

Se essa renovação pode ou deve ser atribuída ao Cristianismo é outra questão ainda mais complexa porque envolve diferentes dimensões: histórica, teológica, filosófica, sociológica.

Eu tenho insistido na novidade do Cristianismo, com a radical ruptura que ele representa em relação à toda ontologia – uso o termo aqui para alcançar o máximo de abrangência – da Antiguidade. De novo: antecedentes históricos, sociológicos, filosóficos podem ser buscados (e encontrados) , o que de modo algum contraria a ideia de síntese radical e inovadora que aponto aqui.

E qual é essa novidade? Que o corpo é bom, que a matéria é boa – e que, portanto, não há oposição entre corpo e alma, mas unidade.

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