
Hoje faz 10 anos que eu levei minha mãe à festa de Nossa Senhora de Fátima. Ela bem velhinha e com dificuldades para andar, comportou-se com bravura. Devota fiel desde sempre, casou-se na igreja ainda em construção – porque tinha de ser lá. Sua autoconfiança era invejável: movida pela fé e pela vontade alinhadas a ponto de se confundirem.
Ela quis ir. Íamos sempre à igreja, mas em dias e horários mais propícios. Mas era festa e ela cismou de ir. Como me dizia o padre, “Confie no anjo da guarda dela”. Foi o que fiz e lá fomos os dois encarar uma multidão.
Foi incrível. Dona Hilda avançava e a multidão ia se abrindo como o Mar Vermelho e assim minha pequena Moisés logo estava diante da santa. O papel que presumira para mim de feroz guarda-costas revelou-se uma fantasia ridícula: a multidão era feminina e a envolveu com o carinho e o respeito que se deve dar às mães. Ganhamos flores, bençãos, elogios e afagos e saímos de lá com a alma lavada e a alegria de quem cometeu uma travessura.
Escolhi o dia hoje para abrir o Café nas Nuvens ao público por minha mãe, por Nossa Senhora. Creio piamente que o devir é Mulher e o amor incondicional triunfará no Mundo porque em cada um de nós.
Vi no que li a pequenina tia Hilda abrindo a multidão com a tenacidade de sua fé e com a doçura de sua voz sempre acolhedora e firme!
Oi, Henrique! Que bom ver vc aqui! “Dona Miudinha” era mesmo danada… Vc foi preciso: acolhedora e firme a define à perfeição. Me lembrou uma oração belíssima, do padre Pio, em que ele pede que nele se desenvolva um “amor firme, prático” – que pra mim é o modelo de amor de São José.
Tão delicada e precisa sua escrita assim como seus sentimentos . Parabéns Antonio Caetano sua mãe deve estra feliz com esse presente !
Oi, Emilia! Mostra pra Helô… Ela é dessa estirpe também.
Bela crônica! Uma personagem grandiosa, em poucas linhas.
Oi, Luelane! Mostra pra dona Antonia, minha xará de saias. Ela vai gostar… As duas são muito parecidas.
Singeleza (e a alegria de quem confiou no Anjo da Guarda). Muito obrigada, Antonio, por mais uma crônica-reflexão tão precisa.
Obrigado, Dorila. “Confia no anjo da guarda” foi o um desses recados que eu carrego pela vida. É bom saber – e confiar – que não estamos sós nem quando estamos sozinhos.
Diditenorio@yahoo.com.br
A fé transpõe qualquer montanha..
Então basta crer..
Para DEUS não existe fraco, nem forte.
Esta é a minha segurança